16 filmes que todo professor de história adora passar em sala

13 de junho de 2016

É, sala de aula e cinema já são íntimos. Desde os tempos da película (passando pelo VHS), as aulas de História são complementadas pelo fantástico mundo da sétima arte. E os professores dispõe de uma infinidade de filmes para discutir com seus alunos os mais variados temas históricos.

filmes

Entretanto, hoje não vivemos em VHS; o mundo está em MPEG, a vida é videoclíptica. E a garotada em sala não tá lá muito disposta ao que a arte chama de fruição estética. Quem hoje se predispõe a “perder” 2 horas e meia apreciando a arte de um filme? A vida agitada, online, digital, snapchatica, em geral (sim, estou generalizando, ciente de que não é assim pra todos), não induz a encarar o cinema como arte, mas sim como passatempo. Ir ao cinema hoje é um passeio, um lugar pra levar a/o namorada/o; não é a toa que os shoppings quase monopolizaram as salas brasileiras.

Então, quando o professor passa um filme em sala, tem que ter planejado bem. Não vou me ater sobre as questões metodológicas, até porque tem coisa pra cacete na internet sobre o tema, mas, muitas vezes, peca também o professor que escolhe um filme somente como meio ilustrativo do que ele fala. Aí, companheira/o, não tem jeito. Molecada dorme na sala, baba e o caramba…

Só que tem alguns filmes que os professores de História elencam como clássicos, como impossíveis de não serem considerados pelo menos uma vez ao longo da carreira. São obras que ganharam o gosto da classe educadora, peças artísticas sem as quais as aulas não se completam. São obras que, se você é professor, algum dia irá passar pros seus alunos. E eles talvez detestem. Mas assim mesmo você vai adorar ter apresentado a eles. E se você é aluno, é possível que algum dia você já tenha babado sua carteira vendo algum desses filmes. Mas irá se lembrar pra sempre do dia que seu professor apertou o pause pra explicar algum detalhe sobre eles.

Aí está: a lista de filmes que todo professor de História vai considerar uma vez na vida, pelo menos. Filmes maravilhosos, sem os quais a aula de História não seria, assim, tão bacana. E claro que a intenção não é esgotar nada. Faltou uma porrada de títulos. Então antes que qualquer mimimi comece, vai lá nos comentários e diz o que faltou. Quem sabe não sai uma segunda lista…

As fichas técnicas e informações detalhadas dos filmes estão linkados no título de cada um.


O NOME DA ROSA (1986)

Eu não conheço um professor de História sequer que não tenha nunca passado, ou quando era aluno, tenha visto em sala este filme. É um clássico nas turmas de todo o Brasil! Uma tradição didática. Me arrisco a dizer que talvez tenha mais público nas escolas do que teve quando foi exibido no cinema.

É tão amado assim por alguns motivos: é preciso historicamente; é bem feito artisticamente; fala de um assunto que pega fácil (conspirações medievais envolvendo Igreja); e teve a consultoria do queridinho da 3ª galera dos Annales, Jacques LeGoff. Não sei até que ponto alunos de Ensino Fundamental conseguem assistir na boa, mas ser professor de História e não passar este filme em sala é um sacrilégio!

Baseado no livro de Umberto Ecco, a história se ambienta na Idade Média tardia, onde já se vê traços de um Renascimento que começa a brotar. Willian de Baskerville, personagem principal interpretado por Sean Connery, foi inspirado em Sherlock Holmes, detetive inglês que tinha como característica a racionalidade crítica na hora de resolver os quebra-cabeças. É um conflito entre uma sociedade que se baseia na Fé e na Religião (o silêncio, a Inquisição, a tradição cega) e um insurgente pensamento humanista (o livro, a biblioteca, o racionalismo). O filme é cheio de signos e metáforas que estão ali de forma bem precisa.

Pra aprofundamento sobre o filme, vale o artigo publicado numa revista eletrônica portuguesa. Bem bacana.


TEMPOS MODERNOS (1936)

Quando fui passar este filme pros meus alunos, e disse que seria quase todo mudo e em preto-e-branco, quase metade da turma saiu. E a metade que ficou, reclamava que nem o capeta. Na hora cheguei a duvidar de Chaplin (herege!). “Será que não rola”? Rolou. A molecada ria de gargalhar, o filme acabou com eles pedindo mais, e fizemos um trabalho super foda sobre o assunto.

Porque esse filme faz tanto sucesso entre nós? Simples, porque ele é simples. Simples assim. Chaplin é um cara que te atinge certeiro. Sem firulas, sem frescuras. E isso não tem data de validade. Ele é um gênio e ponto final. Chaplin é uma obrigação nas aulas de História.

Esse filme é uma das maiores críticas ao sistema capitalista já feitas na história do cinema. Rendeu acusações de que Chaplin era comunista, fato até que o levou a ser perseguido pelo Macarthismo americano. A crise de 1929, a situação do trabalhador e do proletariado nascido da Revolução Industrial, as caricaturas dos burgueses e a crítica bem recheada que ele faz ao mundo regido pelo capital (e ao American Way of Life da época), tudo isso faz dessa obra de arte genial obrigatória na sala de aula.

Fica a dica de um artigo que faz uma análise bem acessível do filme.


 O PATRIOTA (2000)

Freeeeedooooooomm! (de novo...)

Mel Gibson é megalômano como diretor. E violento, muito violento. Disso não há dúvidas. Esse filme não é diferente. Ele é bem o exemplo do tipo de filme ilustrativo que eu disse acima. Um blockbuster pipocão, com cenas bem “God Bless America“, voltado quase que exclusivamente para o público americano enaltecer (e legitimar) a sua própria história.

Acho que esse é o barato do filme em sala. Discutir que tipo de história que os EUA constroem de si mesmos. Tá, eu sei, Mel Gibson é australiano. Mas vá, quem fez o filme é Hollywood, né? Eu acho o filme ruim. Um porre. Mas é interessante pra discutir o lugar de fala e a função de Hollywood na construção (invenção) de uma tradição americana. Os mitos do americansimo estão todos ali.

ERRATA: o texto insinua que Mel Gibson é diretor do filme, apesar de não ser. O diretor é Roland Emmerich.


GUERRA DO FOGO (1981)

Momento akward com os alunos?

Mais um filme de Jean-Jacques Annaud na lista (o primeiro foi O Nome da Rosa). Um filme garoto, um filme moleque. E simples. Sem diálogos, sem frufru, sem roupas. E pode ter certeza que é isso que mas vai ser comentado no final da exibição. Aliás, né não… Cronologicamente, a primeira cena de sexo da história é o que mais vai ser comentado. E o pior: é uma cena importante para o filme… Cortar ou não cortar: eis a “questã”! Os causos sobre o assunto são comuns nas rodinhas de conversa entre colegas. E tem cada uma…

Ideal pra discutir a questão humana: o fogo é a cultura, a transformação da natureza. Dominar o fogo é dominar a própria humanidade. A grande revolução na perpetuação da nossa espécie é esta: aprender a domar o inóspito ambiente em que nos fizemos. O fogo ajudou nossa transformação. É o que nos move como seres humanos: Heráclito de Éfeso que o diga (mas calma, isso é só no 3º bimestre… rsrs).

Curto bastante o filme. Típica jornada do herói. Excelente em sala. E, pra mim, ainda insubstituível.


SPARTACUS (1960)

“Esse não é meu nome.”

Não há como Kubrick ficar de fora. Um filme libertador, cheio de mensagem, lotado de coisas pra serem destrinchadas. O tipo de filme que foi feito pra ser exibido em sala. Talvez a narrativa não seja tão atraente pro público acostumado com The Avengers e essa exigência de uma constante tensão na tela. Um filme arrastado pra garotada, mas que te exige tanto, e que pode ser tão trabalhado em sala, que é um sucesso quando se fala de Sociedade Romana. Inevitável.

Kubrick era meio escroto dirigindo, mas vai saber se seus filmes são tão bons por conta exatamente disso… Depois desse filme, ele e Kirk Douglas quase chegaram aos finalmente. Eu lembro de meu professor me passando isso em sala. Vagaba do jeito que eu era, nem liguei na hora. Na aula seguinte é que o bicho pega. [Eu tentei encontrar um artigo de minha ex-professora Regina Maria Bustamante, da UFRJ, em que destrincha o filme em comparação com O Gladiador, mas não encontrei. Se alguém encontrar, manda o link que posto aqui.].


DANTON (1983)

De cara, o filme mais chato da lista. Eu acho um saco. Vejo por obrigação. Porque durmo bonito. Talvez eu seja pop corn demais… O filme não tem gancho, não te hooka. Mas faz sucesso entre os colegas de profissão. Talvez porque falte um bom filme pra falar do processo revolucionário burguês na França. Ou talvez por minha implicância com o Gérard Depardieu…

O filme foi feito dentro do contexto do revisionismo histórico no bicentenário da Revolução Francesa, e a meu ver tem algumas questões (pra usar um eufemismo, tá?): apresenta Robespierre como o grande vilão da Revolução, e portanto Danton como salvador (visão mais ou menos perpetuada por aí, mas há muitas controvérsias). Este conflito ideológico perdura até hoje e se há algo interessante do filme ser exibido e trabalhado em sala é justamente discuti-lo considerando nosso tempo presente.

Sei que tem gente que vai quase me bater. Mas calma, não tô dizendo que o filme é ruim; tô dizendo que ele não tem uma boa narrativa. Já tentei passá-lo mais de uma vez e nunca dá certo. E nem vem de mimimi. Eu me amarro em filme europeu também.


O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925)

Genial. Mas os alunos dormem...

Nunca vi, mas não é por isso que não deve entrar na lista. Já ouvi vários relatos de vários colegas que passaram. Alguns com sucesso, outros não. Tudo o que li sobre o filme é elogioso, mas daí a funcionar…

Bom, tá na lista de dívidas cinéfilas. Enquanto isso, fica a dica de leitura de uma excelente resenha do filme.


HOTEL RUANDA (2004)

Esse é foda. Pega os alunos direitinho. Faz parte da tétrade clássica sobre a África hoje, junto com “Jardineiro Fiel” (2005), “Diamantes de Sangue” (2006) e “Senhor das Armas” (2005). Todos excelentes pra trabalhar em sala. Causa angústia e ansiedade nos alunos, e o colega tem que se preparar pra uma porrada de perguntas no final do filme.

É um filme baseado na obra literária do jornalista americano do NY Times Philip Gourevitch, com o instigante nome Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, que esteve em Ruanda durante o conflito étnico que matou entre 500 mil e 1 milhão de pessoas (as estatísticas discordam). O livro é bem interessante porque vai um pouco além do filme: Gourevitch faz um trabalho jornalístico-histórico incrível e estabelece as raízes do conflito no Imperialismo europeu do século XIX (chega a ir até o do XV, denotando uma continuidade, o que eu particularmente acho muito bacana); mostra como um território violentado pela força civilizatória branca foi sangrado em um conflito que supostamente é interno, mas que fica claro que não é. O filme mostra isso, mas de forma mais sutil. Ele se centra no conflito, no episódio, mas não deixa de questionar suas razões.

Pra mim, é obrigatório. melhor ainda se dialogado com os outros.


FARENHEIT 451 (1966)

Quando idealizei este post, o fiz por conta desse filme. Lembro do meu saudoso professor Marco Porto, do Segundo Grau (se me chamar de velho, mando a merda), enquanto apertava o play do videocassete (ohhh), tecendo elogios magníficos, recomendando partes pra se prestar atenção, que era um dos melhores filmes sobre o nazismo alemão, que a nossa socied………. Quando acordei com a cotovelada de um amigo, minha cara tava molhada na carteira e, ainda com a vista embaçada, vi os créditos subindo na tela e mais uns 4 ou 5 que nem eu. E vi, coitado, a cara do professor de decepcionado. Nunca mais botou filme nenhum pra galera…

É um puta filmaço, mas acho que requer maturidade pra assisti-lo. A narrativa não é lá das mais atraentes hoje, mas acho que vale tentá-lo.


A ONDA (2008)

Quem nunca? Quem nunca?! Quem nunca fez a mesma provocação que ele (“vocês acham que o nazismo seria possível hoje?”)? Quem nunca pensou em fazer pelo menos um pouquinho da experiência maluca que ele fez? Quem nunca ficou assustado com o comentário de apoio de alguns alunos durante a exibição? Quem nunca esperou o final do filme pra ver a cara deles ao professor dizer que o discurso final são, em algumas partes, repetições exatas de discursos de Hitler?

Baseado no livro homônimo de Todd Strasser, que por sua vez é baseado no famoso experimento real conhecido como “a Terceira Onda” do professor de história estadunidense Ron Jones que vendo-se incapaz de explicar para seus alunos a experiência alemã com o nazismo, trouxe o nazismo para ser vivido em sala, provando para todos que até mesmo uma sociedade democrática não está imune à atração do fascismo. Ron Jones esteve presente na premiere do filme e disse inclusive que ele se aproxima muito mais do experimento real do que o livo de Strasser.

Há um outro filme que mostra um experimento muito parecido, mas com a discussão do racismo como pano de fundo: Olhos Azuis, com a educadora Jane Elliot, em que ela faz o racismo ser sentido na pele por quem cotidianamente não o sente.

Quem nunca, deve agora.


ADEUS LÊNIN (2003)

Beijinho, beijinho...

Eu lembro do dia em que o Muro caiu. Lembro do plantão da Globo e todo mundo parando pra ver, lembro do Bial falando. Lembro do furdunço que foi, mas não sabia o que significava aquilo tudo.

O filme se passa no ambiente de reunificação das Alemanhas no pós-muro e é baseado nos últimos anos de vida de Lênin, que os viveu sob a recomendação médica de não se estressar ou ter saltos emocionais abruptos. Stalin então mandava imprimir uma versão diária censurada do jornal que Lênin lia, sem notícias que relatassem a conturbação e as lutas políticas que se desenvolviam no momento, numa tentativa não só de poupar o líder da Revolução de outubro de 1917, mas também de evitar que ele de alguma forma pudesse interferir.

Adeus Lênin é divertidíssimo. Pega fácil na molecada. E mostra tão bem (que não quer dizer “de forma verossímil”) a reunificação da Alemanha que espanta a garotada. É comum eles se surpreenderem com a ideia da separação de uma sociedade. Excelente forma de discutir a Guerra Fria.


A QUEDA (2004)

Ah, o

Quando os colegas queriam mostrar Hitler, geralmente recorriam a vídeos de discursos gravados do dito cujo. Mas depois dessa obra-prima de atuação, da complexidade envolvida nos personagens e do próprio assunto, é assim que muitos conhecem o guia alemão na Segunda Guerra. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementa e enriquece o trabalho.

Mas a atuação de Bruno Ganz foi tão marcante que é impossível esse filme não aparecer em sala em algum momento da formação dos alunos. Nem que seja em trechos em que o Füher esteja puto porque não consegue fazer a matrícula no sistema da universidade…


NARRADORES DE JAVÉ (2003)

A saga de Indalécio

Não tem outro filme pra passar em sala quando o assunto é a escrita da História. É divertido, simples, bem didático. Arrisco até a dizer que deve ter passado pela cabeça da produção do filme a utilização escolar (e quem sabe os contratos que vem daí…). A única coisa que recinto é o baixo orçamento. As vezes, falta um pouco de dinamismo, principalmente quando você tem que passar pra garotada mais nova.

Mas bicho, não tem como deixar ele de lado. É essencial em sala. E tanta coisa pode ser feita com ele, que já é um clássico das aulas de História.


A MISSÃO (1986)

Jeremy Irons, um cara que não desce pra mim. A não ser que tenha um De Niro… A atuação dele é muito bacana, ainda que longe de ser sua melhor. A visão de Hollywood sobre os índios é um caso sério, mas até isso é um atrativo. Só pra levar a crítica sobre o filme pra mesa. Tem uma narrativa arrastada também, mas acho que passa ainda hoje.

Os conflitos do filme são legais e geram discussão. É um filme com algumas falhas e vícios de visão, mas que dá pra abordar tanta coisa que acho que ele não sai de sala de aula tão cedo.


A RAINHA MARGOT (1994)

Ah, Margot... Que Rainha!

Ah, Margot. Ahhh… O Massacre de São Bartolomeu, quando sei lá quantos mil protestantes foram mortos em Paris, em 1572, principal episódio retratado na obra, fica em segundo plano perto de Isabelle Adjani, ahhh Margot… É um filme de diálogo. As entranhas do poder Francês numa época em que a Reforma polarizou a Europa.

Falar de reforma sem sequer mencioná-lo é motivo suficiente para ir parar na fogueira!


CARLOTA JOAQUINA (1995)

Entre tapas e beijos, é ódio, é desejo...

Um filme que a gente adora odiar. Sem mais


O SOBRE HISTÓRIA PODCAST gravou um episódio inteirinho sobre esse tema de filmes em sala de aula. É nosso episódio piloto! Clica e ouça! Você também pode baixar o programa e escutar depois. E também acessar nosso feed pelo seu aplicativo de podcasts. É só clicar no play!

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Daniel Carvalho
Graduado em História pela UERJ e Mestre em Ensino de História pela UERJ-FFP. Fã de Francisco de Assis, papai (humano) da Chiquinha e do Lenin. Professor da Educação Básica pela Prefeitura de Macaé-RJ. Pesquisador pelo LEDDES-UERJ na área de Ensino de História e História Pública. Acha que é músico, mas na verdade é só de gêmeos.

Comentários

12 Comentários para “16 filmes que todo professor de história adora passar em sala”
  1. Aristides Leo Pardo disse:

    Lista muito parecida com alguma que eu pudesse fazer, porém incluiria “Vermelho Brasil”, Desmundo e Triunfo da Vontade” e trocaria seu Danton pelo do Depardieu. Mas mesmo assim bela iniciativa. Abraços

  2. Pedro Fosque disse:

    Alguns clássicos que ficaram de fora… Úteis para se trabalhar um alinhamento politica-cinema:

    O Nascimento de uma Nação (1915): O filme aborda a guerra de secessão e a reconstrução dos estados após o conflito. O filme apresenta como heroico o surgimento da Ku Klux Klan. Foi o primeiro filme a ser exibido na casa branca…

    Outubro, do diretor russo Eisensten, que tematiza a revolução. No inicio outubro apresenta uma mensagem que reitera o seu papel de “testemunha ocular do nascimento do estado socialista”.

    O Triunfo da Vontade (1935), de Leni Riefenstahl: O filme é uma propaganda política do nazismo.

    No link abaixo um ótimo artigo que trata aborda os dois últimos filmes: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/histensino/article/view/11433

  3. Marcelo Buzzoni disse:

    Algumas sugestões para serem acrescidas à lista e que já utilizei em sala de aula: “Joana D’Arc”, do Luc Besson, para falar da Guerra dos Cem anos, Idade Média e início da Idade Moderna; “O Incrível Exército de Brancaleone”, como sátira da Idade Média, “Maria Antonieta”, da Sofia Coppola, sobre uma das personagens da Revolução Francesa; “A Vida é Bela”, sobre o Holocausto e a participação da Itália na 2a. Guerra. Já passei “Revolução dos Bichos” que foi citado e os alunos gostaram, bem como Chaplin com “Tempos Modernos”, sucesso sempre. Já passei uma vez “Nós que aqui estamos por vós esperamos” mas foi um fracasso, a turma não estava preparada para aquilo… Adorei a ideia de “De volta para o futuro 2” Vou usar a partir do ano que vem!

  4. Márcio dos Santos Rodrigues disse:

    “O nome da rosa” é uma adaptação de Batman e Robin…o professor quando o usa em sala de aula o faz de forma ilustrativa e não trata do contexto de produção do filme, nem das referências que foram importantes para a construção do filme e do romance que deu origem à película. Percebam. O personagem do Sean Connery é uma espécie de detetive que tem até um ajudante “mirim”. E quem é responsável pelas mortes do filme e do livro? O livro perdido de Aristóteles, “O riso”, cujas páginas estão envenenadas. Lembram que as pessoas morrem ao passar o dedo na língua e em seguida viram a página e acabam fazendo isso repetidas vezes? Esse livro perdido de Aristóteles tem a função do Coringa na trama. Todo professor ao passar “O nome da rosa” deveria falar com os alunos que o filme é baseado no romance do Umberto Eco, que foi um grande entusiasta de quadrinhos, leitor de Hqs desde jovem…tanto que chegou a escrever um livro teórico chamado Apocalípticos e Integrados.

  5. Leandro Prado disse:

    Sou leigo quanto à história mas em qualquer área estou sempre procurando aprender, então primeiramente parece ser uma ótima lista. Vi poucos dos listados aqui e pretendo vê-los assim que possível. Porém, dois filmes que achei que estariam listados, não estão. Talvez tenha sido só um caso isolado de um professor específico, e talvez não seja tão preciso em relação aos “fatos”, mas dois filmes que vi em aulas de história, muito bons por sinal, e que me marcaram foram A lista de Schindler e O pianista.

  6. Ramez Maalouf disse:

    Os comentários do autor sobre os filmes são péssimos, desinformativos. Ele chega a dizer que Mel Gibson é australiano e diretor do filme do (péssimo) O PATRIOTA. Mel Gibson é ianque, nascido em Nova Iorque, descendente de escoceses católicos integristas. Ele NÃO dirigiu O PATRIOTA, que é do (péssimo) Roland Emmerich. Enfim, são comentários lamentáveis.

    • Ramez, quanto a direção, já fizemos a errata no post. Obrigado pela correção.
      Em relação a nacionalidade de Mel Gibson, ele nasceu em Nova York, mas foi naturalizado australiano aos 12. Lá estudou cinema, lá começou a carreira. Não há erro em dizer que seja australiano. Nem em dizer que seja estadunidense.
      Em respeito ao teor do post, espero que fique claro que este é só uma lista com comentários pessoais de alguém que escreve (e que portanto pode ser medíocre sem problemas). Não era pra ser uma análise, um estudo ou uma elaboração teórica sobre História e Cinema. É pra ser uma brincadeira. Pena não ter entendido assim.

      Muito obrigado pela correção e pela opinião.

  7. Parabéns pela postagem
    Apenas para contribuir com a ml esta matéria, aponto que o filme A ONDA teve uma filmagem anterior, que eu particularmente gosto mais, com este mesmo título. Os dois filmes podem ser encontrados no YouTube.
    Ainda, acho que o filme AMISTAD não pode ficar fora de nenhuma lista deste gênero; assim como “Eles não usam Blackie”. Se a lista for ampliada muita coisa boa poderá ser indicada. Fica a sugestão.

  8. Reginaldo Preuss disse:

    Professor Daniel, por favor, estude mais cinema para não ser tão simplório assim nos comentários… Só “relacionar” filmes e aulas não tendo um aprofundamento sobre os próprios filmes é muito triste. Mas é só uma dica, não leve para o lado pessoal.

    • Olá Reginaldo.

      Talvez você não tenha compreendido muito bem a intenção do post. Ou talvez tenha acertado na mosca. A ideia era só fazer uma lista, divertida e bem simplória. Não era resenhar ou fazer uma análise fílmica sobre as obras. Até porque eu não teria condições de fazer, na medida em que sou historiador e não um profissional de cinema. Nem cinéfilo sou.

      A questão é que nem tudo precisa ser uma dissertação acadêmica ou intelectualizada sobre o assunto em questão. Pode ser só algo pra gente se divertir, lembrar, rir; ou algo com recheio, mas de uma forma que atinja quem só se interessa mas não tem formação na área. Aliás, esta é justamente a intenção do nosso projeto. Falar com todos, e não somente com o coleguinha.

      Fique à vontade aqui. E muito obrigado pelo comentário e a oportunidade de esclarecer este ponto.

      Grande abraço

  9. Mariana Lins Mariana Lins disse:

    Adorei o texto, excelente lista! Concordo com você, passar um filme em sala precisa de planejamento e objetivo pedagógico mas acho também que deve ser divertido. Os meus prediletos são; “Tempos Modernos” (só Chaplin para tornar um filme de 1936 ainda atual e engraçado para crianças de 8 ano, genial, “O Grande Ditador” e aquela cena da dança com o globo além de linda é cheia de simbolismo), “A Onda” (a garotada pira, principalmente as cenas da piscina hahahaha), “Adeus Lênin”, “A Queda” (a atuação do ator é realmente incrível e assustadora), “Narradores de Javé” (lindo, simples, José Dumont arrebenta excelente ator, lembro dos meus alunos rindo muito com a personagem falando que era o “Pokemón de Deus”) e “A Missão” vale muito pela trilha sonora que, se não engano, chegou a ganhar o Oscar. Faço parte do grupo das odiadoras de “Carlota Joaquina” mas reconheço a sua imensa contribuição para a retomada do cinema brasileiro. Mas você sabe que eu não posso deixar de falar sobre o meu grande queridinho e nada óbvio filme histórico “De Volta para o Futuro”, passo para os meus alunos do 6 ano o segundo da trilogia, o fato do filme passar na década de 80 e chegar ao futuro em 2015 é maravilhoso! Dá para falar sobre expectativas e do desejo de, quem sabe, num futuro muito próximo existir um skate voador para quebrarmos bastante a nossa cara… hoje pode, Mertiolate não arde mais como antigamente!

  10. Claudia Costa Claudia Costa disse:

    Hahahaha… Nunca passei a maioria deles, mas sei o trauma que Danton causa na vida dos pobres estudantes do 8º ano (sim, fui apresentada ao filme qd estava aí mesmo). Então, vou deixar como opção pra trabalhar Revoluções Burguesas, um que eu acho ótimo e já passei de montão: “Morte ao Rei”. Não é mt longo e bem simples e direto pra entender o processo revolucionário na Inglaterra.
    Pra primórdios da Revolução Industrial, “As aventuras de Oliver Twist” ganha em disparada. O “Tempos Modernos” ganha a cena qd vou falar de início do XX.
    Pra Revolução Russa, pq não “Revolução dos Bichos”? Costuma render cmg…
    “1492” Eu adoro! Mas é daqueles que vc passa se tiver em mãos uma turma mt bacana…
    Já gastei bastante meu DVD de “Lutero”, pra discutir a Reforma Protestante: tb é simples e direto ao ponto.
    E por último, bacanão mesmo pra fim da Idade Média, eu amo, eles amam e não desgrudam o olho: “Um crime de paixão”. Tem suspense, tem romance…
    Enfim, eis aí minha singela contribuição à lista! 😉

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